Entrevista: Ana de Armas para Vanity Fair Espanha em 2014
26, dez de 2016

O site da revista Vanity Fair Espanha recentemente publicou uma entrevista com a até então estreante em Hollywood Ana de Armas feita em 2014, no bate papo ela fala sobre família, infância, inicio da carreira e como chegou até Hollywood. Vamos conferir!


Ana de Armas é uma das protagonistas de ‘Blade Runner 2049’, a grande estreia de 2017. Recuperamos a entrevista que ela nos concedeu quando dava seus primeiros passos em Hollywood durante o verão de 2014.

Às vezes o mundo funciona, como diz um anúncio de carros. E a biografia profissional de Ana de Armas (Cuba, 1988) está em em movimento com a confiabilidade do melhor BMW. Este rosto jovem doce e aparência assustadora veio para Los Angeles com a sorte do seu lado. Em pouco mais de oito anos, passou de ser um adolescente cubana determinada a se tornar uma atriz para alguém que esfrega ombros com algumas das maiores estrelas de Hollywood. Ela disparou ‘Mãos de Pedra’, um filme biográfico sobre o boxeador Roberto Duran do Panamá, com Robert de Niro, e o thriller ‘Bata antes de entrar’ com Keanu Reeves. Como pode uma menina tão jovem sobreviver a um sucesso tão brilhante?

Sim pode. Embora eu passei momentos muito difíceis e eu me senti sozinha. Na verdade, eu vivo sozinha. Se estou triste, se eu fizer algo ruim ou regular, se eu não tenho dinheiro, eu tenho que resolver.

Seus pais não podem sair e Cuba?

Sim. Não é um problema de sair ou não, mas o fato é que eles vivem lá. Maus momentos te ajudam a ser realista. E a educação que recebi, escola de teatro, todas essas coisas. No final você nunca pode esquecer de onde você vem. Então assim se vai toda a bobagem.

Como se lembra de sua infância?

Meus pais são estudantes universitários, muito trabalhadores. Nós vivemos sem luxos, com o básico, apenas o suficiente para comer todos os dias e passar alguns verões na praia. Eu estava sempre consciente, graças a honestidade de meus pais, sobre coisas que poderíamos ter e quais não. Meu irmão e eu saiamos para rua para brincar como loucos. Voltava sempre com os joelhos sangrando (risos). Eu tinha um monte de liberdade.

De Armas sonhava em ser uma atriz desde os 11 anos aos 14 anos entrou na Escola de Teatro de Havana. Sua vocação precoce a preparou  para impedi-la perigos da sua profissão.

No meu primeiro filme [La rosa de Francia, de Manuel Gutierrez Aragón] tinha 16 anos e me apaixonei por várias pessoas. Agora estou filmando e eu sei que vai acontecer. Mas estou ciente de que é uma bolha que te envolve apenas dois meses.

De Armas não só fala com a voz, o mesmo acontece com as mãos. Ela toca seus interlocutores com desenvoltura caribeña. Parece frágil, mas corajosa, ingênua, mas absolutamente determinada.

Talvez seja a fé quase mística que defende as virtudes da sua profissão, que dirige os passos:

Um dia Keanu Reeves disse: “Você não pode salvar vidas, mas seu personagem pode comover tanto que será capaz transformar uma pessoa”. Eu acho que daí vem a necessidade de agir. É algo com que nascemos.

Se nasce?

Você nasce, se eu estou muito tempo sem atuar, eu fico triste.

Diz-se que os melhores atores são tímidos.

É uma consequência da profissão. Estamos tão expostos que, se formos observados, ficamos tímidos. Mas nós não somos mais tímidos do que as outras pessoas em situações semelhantes.

A verdade é que não. Ana não é nada tímida. Seu ímpeto é fascinante.

É boa a escola de teatro em Havana?

Muito boa. Eu mesma penso em voltar e completar a escola superior.

Você vai muito a ilha?

Menos do que eu gostaria, uma vez por ano para ver meus pais e amigos.

E o regime Cubano…?

Falar sobre a situação lá é recorrente em muitas das conversas que tenho. É impossível defini-la em poucas palavras. O que acontece na ilha, o bom e o mau… Eu tenho sentimentos mistos. Eu amo meu país, minhas raízes, minha cultura e tenho orgulho de ser cubana.

De Armas veio sozinha para Madrid, mas com um passaporte válido, sendo uma descendente de Espanhois ( por parte de seus avós maternos que são de Valverde).
Na minha casa sempre se falou da Espanha e eu tinha o passaporte vermelho mantido em uma gaveta
Como foi a sua chegada a Madrid?

Não conhecia nada. Amigos de amigos de outros amigos, que eu não conhecia, me abrigaram em sua casa.
Oito anos após estrelar a famosa série ‘El internado‘, e contruir a sua vida entre Madrid e Barcelona, ela chegou a Hollywood sem ter tempo para visitar a aldeia de seus avós.
A maioria dos atores emigra para Los Angeles e à procura de um agente ou de trabalho. No meu caso foi o contrário. O trabalho me levou lá. o diretor Jonathan Jakubowicz estava à procura de mulheres panamenhas para interpretar a esposa de Duran, ele me viu na tela e entrou em contato com meu agente para perguntar se eu poderia ir para Los Angeles. “Se eu posso? Amanhã mesmo eu estou ai! “
Trabalhar com estrelas não intimida?
No primeiro momento um pouco, você quer atender às expectativas. Mas quando eles gritam “ação!, Somos todos iguais. Nós não julgamos uns aos outros. Supõe-se que cada um é mais adequado para representar o seu papel.
Apesar de seu ar de lolita, De Armas cresceu. Posa por horas sem se queixa, atende as indicações do fotógrafo. Se deixa maquiar, propõe alterações naturalmente, e se submete à entrevista, sem olhar o relógio. De longe, parece uma garota normal, algo lânguida. De perto, o olhar dela intimida; e na tela, se torna muito fotogênica.
Matéria Original aqui!
Tradução: Ana de Armas Brasil
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