Entrevista: Ana de Armas para revista Fotogramas
01, set de 2016

Ana é capa da edição de Setembro da revista espanhola Fotogramas, confira aqui alguns trechos da entrevista que ela concedeu a publicação.

De sua terra Natal Cuba, para a Espanha, e daqui para Hollywood.

Ana de Armas da uma olhada em um passado cheio de mudanças, decisões e ilusões.

FOTOGRAMAS: Por que partiu da Espanha, pais que lhe deu sua primeira oportunidade como atriz, em Uma Rosa de Francia (2006), de Manuel Gutiérrez Aragón?

Ana: Eu acho que eu estava estagnada. Eu estava condicionada por uma série de papéis que interpretei no início da minha carreira e não era capaz de tirar isso de mim. Não me davam oportunidade. A maioria dos papeis que chegavam as minhas mãos eram personagens jovens e pouco interessantes. Eles não tinham absolutamente nenhuma substância.

E então você decidiu começar do zero em Los Angeles. Como foi?

No inicio muito difícil, por que você chega a uma cidade em que tudo é novo pra você, em que você se sente isolada. E pode ser muito frustrante. É difícil encontrar um grupo de amigos.

É um mercado muito competitivo.

Quando você chega, você sente que não se encaixa você não é bonita o suficiente, nem loira, nem alta. Evidentemente é uma indústria muito competitiva em que muitas pessoas estão decidindo no prazo de um filme. E enfrentar os medos e inseguranças é inevitável. Então eu aprendi que isso passa pela sua cabeça por um segundo e desaparece, porque se não, você acaba corroendo suas forças. O importante e fazer seu trabalho e pronto.

Existe algo que você aprendeu durante todo esse processo, uma espécie lição vital?

A ter muita paciência. A tomar distância suficiente das coisas. E você não pode querer que tudo dê certo na primeira vez.

E continua a ser uma desvantagem ser uma Latina em Hollywood?

Quando comecei a fazer audições me perguntavam se eu realmente era Cubana. Porque eles não entendem o meu físico. Eles relacionam mais as mulheres latinas com Sofia Vergara ou Eva Mendes, muito mais exuberantes. Mas eu acho que a coisa está mudando pouco a pouco. As culturas tem que dar um tempo. Para educar os outros, compreender, aceitar e misturar. Por exemplo, o papel que vou interpretar em Blade Runner. Ainda que eu não possa contar nada sobre o projeto, digo a você que é muito importante que uma cubana interprete esse personagem, pelo que significa esse filme para a cultura popular americana. Por isso acho que a consciência dos estúdios está mudando.

E acredita que personalidades como Penélope Cruz ajudaram a pavimentar o caminho?

Claro. Todas as atrizes falantes de espanhol colocaram sua parte. Porém não quero cair no clichê físico da mulher latina. Quero transcender essa barreira, romper esses estereótipos. Quero continuar sendo latina e ter a possibilidade de optar por papeis universais.

O que você procura principalmente em um projeto de Hollywood?

Às vezes o que eu quero é simplesmente acrescentar algo. Porque Hollywood é uma corrida a distância. Você deve aceitar projetos mais comerciais, mais independentes, personagens secundários… Há muitos fatores que lhe fazem ir a pequenos passos e ir subindo de nível. Especialmente quando você começa do zero e ninguém sabe quem você é.

Você se considera ambiciosa?

Sim, tenho que ser no bom sentido. Sou ambiciosa porque quero ser melhor, ter uma vida profissional e pessoal, ter uma família. Eu quero tudo, e eu vou tentar.

Tradução: Ana de Armas Brasil

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